Por Maria Rosa
Paulo
Apóstolo perseguia os Cristãos até
o dia em que compreendeu que deveria ser o Apóstolo
das gentes. (Atos 22) Assim, assume com energia
e coragem a missão de levar Jesus a todos
os povos durante o resto de sua vida. Missão
difícil, principalmente, pelo seu passado
de perseguidor que levantava suspeitas sobre sua
sinceridade e honestidade.
Para
Paulo, a Lei era Luz, sabedoria, justificação,
salvação e sustentáculo. A
Lei era então um mestre que formava e educava
com os seus preceitos. Era algo exterior ao ser
humano que a interiorizava com estudo e observância.
Assim
é entendido hoje: de que adianta instruir
sem uma formação integral em todos
os aspectos, que integre as diversas áreas
do conhecimento, que supere a fragmentação
do saber, que amplie experiências e conhecimentos,
que estimule o interesse pelo processo de transformação
da natureza e pela convivência em sociedade,
que incentive o desenvolvimento de valores morais,
cívicos, sociais, culturais e hábitos
e atitudes sadios, que desenvolva a fé, a
prática da verdade e o amor?
Com
a morte e ressurreição de Cristo,
a Nova Lei era dom acolhido pela fé infundido
no coração do ser humano por Deus.
Paulo diz que a salvação não
é conquistada pelo esforço e empenho
do homem, mas é dom gratuito de Deus. O Espírito
de Deus é que se apodera do ser humano e
se torna o seu guia que o inspira a seguir o caminho
apontado por Jesus. É o reconhecimento que
a salvação vem de Jesus e do seu Espírito,
sendo desnecessário impor a observância
de outras práticas da lei de Moisés.
Paulo era o apóstolo dos pagãos. (Gl
2).
Para
Paulo Jesus Cristo é a Nova Aliança,
a nova criação, é o único
mediador da justificação e salvação
do ser humano. Em 2 Cor 5, Paulo escreve: “Tudo
isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por
meio de Cristo e nos confiou o ministério
da reconciliação” Em Rm 1 Paulo
afirma: “A promessa a Abraão concretizou-se
em Cristo, constituído Filho de Deus com
o poder do Espírito de santificação,
através da ressurreição dos
mortos”. Jesus Cristo é a sua vida,
a sua esperança, o seu apoio, o seu modelo
de vida, o seu Senhor e meta. (Gl 2). Cristo é
o fundamento em que se sustenta, é o modelo
que ele procura imitar, é a meta que procura
alcançar. Jesus faz nascer nele o ser novo,
a «nova criatura» e o «homem interior».
(2 Cor 46)
Paulo
freqüentou a escola de Gamaliel que era paciente,
bondoso e tolerante, orientava conversando. Quando
ocorriam erros, com sabedoria e discernimento procurava
atenuá-lo, dizendo uma palavra inteligente
e tolerante. Onde estudavam, os alunos tinham a
liberdade de escolher o lugar onde assentar para
participar das aulas. Ali Estevão, com a
participação de Paulo, foi apedrejado
pelos colegas de aula e as autoridades fecharam
a Escola de Gamaliel, considerada de extrema tolerância.
Um Paulo mais atual, um dos maiores educadores do
Brasil, Paulo Freire, um dos pensadores mais notáveis
na história da pedagogia mundial apresentou
uma Pedagogia da libertação e conscientização
política.
A
tolerância entre os seres – todos eles,
não apenas os humanos – estão
no centro da obra de Paulo. Como eixo norteador
de sua prática pedagógica, Freire
defendeu que "formar" é muito mais
que formar o ser humano em suas destrezas, atentando
para a necessidade de formação ética
dos educadores, conscientizando-os sobre a importância
de estimular os educandos a uma reflexão
crítica da realidade em que está inserido.