Homenagem
aos catequistas:Dia do Catequista – 29 de agosto
Ser
chamado para ser catequista é uma grande graça.
De todos os trabalhos que as pessoas exercem dentro dos grupos/pastorais/movimentos
nas paróquias, certamente, este é um dos que mais
merecem admiração e reconhecimento.
O catequista é
o profeta que em nome de Deus prepara as gerações
que estão começando no caminho desta vida rumo
ao Reino Eterno, bem como aqueles que mesmo já crescidos,
e tendo andado parte do caminho, buscam o conhecimento das coisas
de Deus.
A própria raiz
da palavra “catequese” tem este significado. Vem
do grego “katechein” e em Português quer dizer
“fazer eco”. Assim, é por meio do catequista,
o evangelizador, o missionário, o apóstolo, que
ao se colocar a serviço da Palavra, faz com que Deus
repercuta, ou seja, que repita indefinidamente, pois quem passa
a conhecê-la se põe a praticá-la, a anunciá-la
e a testemunhá-la.
Que Deus cubra de
bênçãos aquele que decide se colocar por
meio de sua vida, de sua individualidade e das mais diversas
formas de comunicação a proclamação
da Palavra de Deus, o anúncio e o testemunho da Boa Nova.
Bem aventurados sejam os anunciadores, os divulgados, os que
se entregam a serviço do Reino Eterno que se fez presente
com a vinda do Filho de Deus, Jesus Cristo e que teve sua culminância
na Ressurreição.
Catequista, você
além de transmitir idéias, conhecimentos e a doutrina
do Mestre, o faz porque sua missão teve origem no encontro
pessoal com o Redentor que lhe dá energia, bravura e
até audácia para se encantar cada dia mais com
sua deslumbrante e surpreendente escolha.
Que os grandes desafios
que ocorrem no desenrolar de suas atividades, possam servir
de oportunidades de crescimento, de desenvolvimento, exultações
e de felicidade, pois quem o guia neste fascinante caminho é
o próprio Criador.
Como surgiu a catequese?
No início do
cristianismo, a catequese era denominada de catecumenato, a
imersão no mistério pascal por três Sacramentos:
Batismo, Confirmação e Eucaristia. Com os novos
descobrimentos, Portugal a frente do movimento de colonização
com a igreja, acreditava estar contribuindo para a formação
do reino de Deus, com a função era salvar povos
desconhecidos e infiéis. Em 1552 começa a implantação
da catequese institucionalizada: os jesuítas, os carmelitas,
os beneditinos e os franciscanos, começam a colaborar
na evangelização no Brasil. No período
de colônia do Brasil, a Catequese se desdobra em duas
dimensões: a clássica e a missionária.
A catequese missionária, bastante criativa, adaptada
para índios e negros que desconheciam da mensagem de
Cristo. Os jesuítas usaram a música, teatro, a
poesia, os autos e a dança ritual para a obra evangelizadora.
Por volta de 1810 ocorreu a reforma católica no Brasil.
Os missionários leigos tiveram espaço, ajudava
a manter e alimentar a fé dos fiéis. No final
do século XIX e início do século XX realizaram-se
esforços de articulação pastoral. Pedagogicamente,
a catequese passou a ter como espinha dorsal de seu conteúdo
a História da Salvação, cujo centro é
Jesus Cristo. Daí decorreu um maior uso da Bíblia,
particularmente os Evangelhos, e da liturgia. Tinha como objetivo
formar o cristão íntegro, firme na fé,
forte no amor e pleno de esperança.
|