Números e Deuteronômio
Números
18,26-28 “Dirás aos Levitas: quando receberdes
dos israelitas o dízimo que vos dei de seus
bens por vossa herança, tomareis dele uma oferta
para o Senhor: o dízimo do dízimo. Esta
reserva será como o trigo tomado da eira e
como o vinho do largar. Desse modo, fareis também
vós uma reserva devida ao Senhor do todos os
dízimos que receberdes dos israelitas, e esta
oferta, reservada para o Senhor, vós a entregareis
ao sacerdote Aarão”.
Deuteronômio
14,27-29: Não negligenciarás o levita
que vive dentro de teus muros, porque ele não
recebeu como tu partilhas, nem herança. “No
fim de três anos, porás de lado os dízimos
da colheita desse (terceiro) ano, e depô-los-ás
dentro de tua cidade, para que o levita que não
tem como tu partilha, nem herança, o estrangeiro,
órfão e a viúva, que se encontram
teus muros, possam comer á saciedade, e que
o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as
obras de tuas mãos.
O
dízimo deve ser devolvido a Deus num gesto
de gratidão, reconhecimento e amor: “Pois
é de graça que recebemos, e é
de graças devemos dar” (Mateus 10,8-10).
Dízimo
não é pagamento, nem aplicação
financeira esperando multiplicação dos
bens materiais. Com Deus não se negocia. Com
Deus se vive o amor, com ações de graças
e louvores. Louvamos a Deus na própria dimensão
da vida. Devolver o dízimo sem nenhum compromisso
com a vida foge a realidade do evangelho. Veja o que
diz nosso Senhor aos fariseus: “Ai de vós,
doutores da lei e fariseus hipócritas; vocês
pagam o dízimo da hortelã, da erva -
doce, e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos
mais importantes da lei como a justiça, a misericórdia
e a fidelidade” (Mateus 23,23).
Em Cristo, Pe. Katê.