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Reflexão sobre o Dízimo

           Reconhecemos que não é fácil para um cristão se tornar um dizimista fiel. Precisamos admitir que ‘Deus é o dono de tudo” (Sl 23,1). Tudo o que temos é propriedade de Deus; dessa vida não vamos levar nada, além do reconhecimento da ação de Deus em nossas vidas e o que temos fizermos em defesa da vida, de acordo com a vontade do Senhor. Pensando dessa forma, estamos dando o primeiro passo para nos libertar do egoísmo, pois, ele nos impede de praticarmos a caridade, virtude ausente em pessoas exageradamente apegadas aos bens materiais. Por isso, afirmamos: a maior barreira que o cristão encontra para se tornar um dizimista fiel e consciente é justamente a confusão entre o dízimo e o dinheiro. Alguém poderia perguntar: como é isso se devolvemos o dízimo em forma de dinheiro? Devolvemos, sim, o dízimo em forma de dinheiro, já que tudo nesta terra gira em torno do dinheiro, todavia, não são a mesma coisa. O dinheiro é difícil de sair do bolso. Dói, não sobra (embora dízimo não deve ser a sobra); o salário não dá para quase nada assim por diante. São Vários os motivos os motivos que usamos para tentar justificar essa falta a Deus.
            O dízimo é diferente. Dízimo é a décima parte de nossa renda mensal, consagrada a Deus. É furto de justiça e inclusão social. Não sentimos falta dessa porcentagem devolvida, a Deus; não dói no bolso. Sabe por quê? Porque ele é medido no coração e, antes de sair do bolso, ele já saiu (britou) do coração. Assim ele será entregue livremente, sem apego ou constrangimento, e em forma de oração (orar mais ação), porque é fruto de gratidão a tudo aquilo que Deus nos dá.
           Até agora nós falamos dos 10%, que é o significado da palavra dízimo, a décima parte de nossos salários, nossos ganhos; é o que Deus nos fala em Ml 3,8-10: Pode o homem enganar seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. Fortes atingidos pela maldição, e vós nação inteira, procurais enganar-me. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo minha benção sobre vós, muito além do necessário.
           Pois bem, temos nossos salários, nossa forma de sobrevivência, muitos têm até demais. Mas então, o que diremos, daqueles irmãos que estão desempregados, dos enfermos, daqueles que não têm quase nada para oferecer? Será que eles também não têm o direito de e o dever de devolver o dízimo? Eles também são filhos de Deus e têm o de dar o dízimo com a própria vida, de seu próprio ser, de seu existir, a entrega total de si mesmo. O dizimista consciente e o desempregado buscam igualmente o amor de Deus, porque ambos têm sede de justiça e vida digna para todos. A bênção de Deus é para todos os que esperam em nosso Senhor, com o coração sincero e com fervorosas ações de graças a Deus, livre de qualquer omissão ou egoísmo. É por isso que dízimo não é visto somente como dinheiro; quem não recebe dinheiro, por falta de emprego, oferece sua própria vida.
          Pedimos, aqui, toda a sua atenção para está reflexão: Nós, que temos saúde, emprego, nossas forma de sobreviver dignamente graças a Deus, somos no mínimo 10% responsáveis por todos esses irmãos que não tiveram a mesma oportunidade que nós.

Fonte: Dízimo Partilha que Santifica!
Autor: Pe. Katê.

 

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